Saiba como implementar benefícios flexíveis na sua empresa

Oferecer benefícios flexíveis é uma ótima maneira de valorizar sua equipe de maneira eficiente. Descubra como eles funcionam, veja exemplos e como implementar!

Grupo diversificado de jovens profissionais sorrindo e interagindo em um ambiente de trabalho moderno e colaborativo, focados em uma apresentação no computador.

Os benefícios flexíveis nas empresas são aqueles que vão além do que é exigido pela lei, podendo ser oferecidos como um diferencial para atrair talentos e profissionais mais capacitados.

Se, por um lado, os talentos precisam estar cada vez mais capacitados para disputar as melhores vagas, as empresas precisam oferecer cada vez mais vantagens para competir por esses profissionais no mercado de trabalho.

E elas podem ir desde as mais conhecidas, como vale-alimentação e vale-refeição, até os famosos auxílios para o desenvolvimento profissional, como participação em workshops e eventos para networking.

Quer entender melhor como eles funcionam e como implementá-los por aí? É só continuar lendo!

Regras que você precisa conhecer para oferecer os benefícios flexíveis

Os benefícios flexíveis não substituem aqueles direitos garantidos pelo regime CLT, como férias e 13º salário, portanto, nada de excluí-los do rol dos seus colaboradores com a desculpa de que a empresa oferece coisa melhor.

Como eles não são obrigatórios, cada companhia tem flexibilidade para decidir quais serão oferecidos aos funcionários, os valores e as condições, mas saiba que eles devem se somar àqueles mandatórios da Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), e não substituí-los.

Confira boas opções “extras” para oferecer aos seus talentos!

13 exemplos de benefícios flexíveis que uma empresa pode oferecer

  1. Vale-alimentação (VA) e vale-refeição (VR): apesar de parecidos, esses dois benefícios são usados para fins diferentes. O vale-alimentação pode ser utilizado para fazer compras no mercado, já o vale-refeição serve para fins exclusivamente alimentícios em restaurantes.
  2. Vale-combustível: trata-se de um valor fixo para custear as despesas de combustível do funcionário, muitas vezes quando o transporte público não supre as necessidades de deslocamento.
  3. Auxílio-mobilidade: diferentemente da opção anterior, o auxílio-mobilidade pode ser utilizado para custear o transporte de várias maneiras diferentes, a exemplo de carros de aplicativo, aluguel de automóveis, passagens aéreas e rodoviárias.
  4. Vale-cultura: é um valor que pode ser utilizado para compras culturais, como ingressos de cinema, teatro, shows e compra de livros.
  5. Plano de saúde: um dos mais desejados, o plano de saúde prevê a inscrição do colaborador e até seus dependentes em uma seguradora que cubra custos médicos, seja com coparticipação do trabalhador ou 100% custeada pela empresa.
  6. Vale-terapia: cada vez mais popular dentre as organizações que se preocupam com a saúde mental dos trabalhadores, o vale-terapia é um valor bônus destinado à contratação de serviços de psicoterapia e apoio emocional.
  7. Auxílio-home office: para empresas que têm profissionais trabalhando de casa, este benefício ajuda a custear melhorias dentro do espaço de trabalho do funcionário, como compra de cadeira ergonômica e instalação de ar-condicionado.
  8. Programas de assistência profissional: é um suporte destinado àqueles profissionais que querem se manter em dia com o aprendizado. Este benefício pode ser oferecido na forma de cursos e treinamentos ou incentivos financeiros para a realização de graduações e pós-graduações.
  9. Auxílio-creche e auxílio-escola: focado nos colaboradores que têm filhos em idade escolar, estes auxílios ajudam a cobrir as despesas com educação, como mensalidades e material escolar.
  10. Vale-viagem: dá a possibilidade ao funcionário de comprar passagens aéreas e outras despesas de viagens, normalmente no período das férias.
  11. Plano odontológico: assim como o plano de saúde, o plano odontológico consiste em custeios de procedimentos nessa área.
  12. Flexibilidade de horários: este é um dos benefícios mais fáceis de implementar, pois basta um sistema de gestão de banco de horas para flexibilizar os horários dos funcionários, permitindo folgas e diminuição de jornada de trabalho quando for necessário.
  13. Day off: folgas em dias importantes para o funcionário, como aniversário, comemoração de meta batida etc. podem ser implementadas de forma simples com um bom sistema de gestão de colaboradores.

São muitas e muitas possibilidades de aumentar a qualidade de vida dos seus funcionários, mas os benefícios flexíveis vão muito além disso.

Quais as vantagens dos benefícios flexíveis?

Os benefícios flexíveis trazem vantagens tanto para os colaboradores, que têm uma liberdade financeira maior e acabam se sentindo mais valorizados, quanto para a empresa, que atrai e retém talentos, além de aumentar a produtividade.

Para os colaboradores

  • Personalização: cada funcionário escolhe os benefícios que melhor atendem às suas necessidades.
  • Maior satisfação: ter opções alinhadas ao estilo de vida gera mais engajamento e bem-estar.
  • Melhor aproveitamento: o colaborador usa o que realmente faz sentido para ele, evitando o mau uso dos recursos da empresa.
  • Facilidade de ajuste: é possível alterar os benefícios periodicamente, desde que isso seja discutido e aprovado entre ambas as partes.

Para a empresa

  • Atração e retenção de talentos: um bom plano de benefícios torna a empresa mais atrativa e reduz o turnover.
  • Engajamento e produtividade: funcionários satisfeitos são mais produtivos no dia a dia.
  • Otimização de custos: evita desperdícios com vantagens pouco utilizadas e direciona melhor os investimentos.
  • Fortalecimento da cultura organizacional: mostra que a empresa valoriza a individualidade e o bem-estar dos colaboradores.

Mas, para que essas vantagens apareçam na prática, é preciso ter uma boa gestão de benefícios. Eles precisam ser implementados de maneira organizada e com regras, normalmente utilizando um plano. Acompanhe no próximo tópico como ele funciona.

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Como funciona um plano de benefícios flexíveis?

Um plano de benefícios flexíveis permite que o próprio funcionário escolha quais benefícios deseja receber, de acordo com suas necessidades e preferências pessoais. Isso significa que, em vez de um pacote fixo oferecido pela empresa, cada colaborador pode direcionar o valor disponível para os benefícios que mais fazem sentido para sua rotina, como alimentação, mobilidade, educação, saúde, entre outros.

E essa configuração costuma ser feita por meio de um cartão ou plataforma digital.

Cartão de benefícios

Uma das possibilidades é o cartão de benefícios administrado por empresas especializadas em benefícios flexíveis, como a Flash, o Caju e o iFood benefícios, dentre várias outras marcas emergentes no mercado.

Acompanhe no exemplo abaixo como esse cartão funciona!

Suponha que a sua companhia disponibilize R$ 1.000 em um cartão de benefícios, e o funcionário André pode gastar R$ 500 em compras no mercado, R$ 200 em alimentação e R$ 300 em combustível.

Já a Cláudia, que trabalha home office, gasta R$ 800 em mercados e R$ 200 com cursos profissionalizantes.

O cartão permite que cada um invista o valor da maneira que preferir, mas é importante que ele ofereça descontos e vantagens na hora de gastar, senão, essa vantagem não seria nada mais do que um aumento no salário.

Pacote de benefícios

Outra possibilidade para flexibilizar as vantagens que sua empresa oferece é com a criação de pacotes personalizados com vários benefícios diferentes.

Suponha que sua companhia ofereça todos aqueles benefícios citados lá em cima, mas o funcionário precisa optar por um pacote de até cinco deles.

Quem tem filhos, provavelmente, vai preferir auxílio-escola e/ou creche, VR, VA e Plano de saúde, por exemplo, mas quem não tem pode trocar o auxílio-escola por um vale-viagem e vale-cultura.

A chave do pacote é permitir que cada um dos colaboradores escolha – dentre os benefícios que a empresa oferece – aqueles que fazem mais sentido no seu dia a dia.

E como tirar tudo isso do papel de maneira organizada e eficiente, sem desperdiçar os recursos do negócio? Leia a seguir!

Como implementar um sistema de benefícios flexíveis? Passo a passo simples

1. Conheça as necessidades dos colaboradores

Antes de definir os benefícios, é essencial entender as necessidades dos funcionários. A melhor maneira de conseguir esses dados é fazendo uma pesquisa interna e identificando os perfis que existem dentro da empresa.

Idade, hábitos, estrutura familiar, onde moram… Todas essas informações são importantes na hora de decidir entre o que vai entrar ou não no pacote.

Por exemplo, em uma empresa que todos ou quase todos os funcionários têm filhos, o auxílio-escola vai ter muito mais impacto positivo. Em uma em que a maioria trabalha de home office, não faz muito sentido um vale-combustível.

2. Defina o orçamento

Esta é uma etapa complexa e que precisa ser decidida em conjunto com os setores de RH e financeiro.

Os benefícios precisam ser realmente vantajosos se a empresa quiser competir pelos melhores profissionais do mercado e promover o engajamento, mas também não pode comprometer o funcionamento de outros setores.

Não tem muito segredo: é colocar na ponta do lápis quantos recursos podem ser utilizados para isso e de onde eles vão sair.

3. Fique atento à legislação

A lei não tem regras específicas para os benefícios flexíveis, mas eles são permitidos, desde que haja um acordo entre empresa e funcionários, idealmente formalizado por meio de uma convenção coletiva, com auxílio de um profissional especializado na área da legislação trabalhista.

4. Escolha os benefícios disponíveis

Com as necessidades dos funcionários já identificadas e um valor certo para o orçamento, a próxima tarefa é pensar em um portfólio de benefícios. Como você percebeu ao longo desta leitura, a flexibilidade é a chave, então, oferecer várias opções de pacotes é o que vai garantir que o sistema seja adaptável.

Parte importante dessa etapa é conversar com possíveis fornecedores dos cartões ou plataformas de benefícios, comparar propostas e definir com critérios quais deles se tornarão parceiros da sua empresa.

5. Comunique os funcionários

Decisões tomadas e vantagens definidas? Agora, é só comunicar todos os colaboradores das mudanças, apresentar as opções disponíveis e como elas podem ser utilizadas.

O ideal é que eles participem desse processo ativamente e tenham suas demandas atendidas dentro do possível. Se isso for feito da maneira correta, a adesão vai ser ainda maior!

6. Avalie e ajuste o plano regularmente

A última etapa consiste no monitoramento contínuo do programa, que não pode ser deixado de lado, afinal, o perfil dos funcionários feito lá na primeira etapa pode mudar, assim como as atividades da empresa e o mercado de trabalho no geral.

E, como os benefícios influenciam diretamente no orçamento, é fundamental estar sempre de olho no seu desempenho, fazendo pesquisas com os funcionários para obter um feedback contínuo sobre o programa.

Isso permite que o sistema seja aprimorado continuamente, sempre oferecendo o melhor e garantindo que os recursos empregados nele estejam sendo utilizados de maneira eficiente.

No fim das contas, flexibilizar as vantagens que sua empresa oferece para aqueles que contribuem todo dia com o seu crescimento é uma maneira eficaz de valorizar profissionais, de utilizar recursos e de promover um ambiente de trabalho mais justo. Lembre-se disso!

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